Conciliando conhecimento técnico, avaliação criteriosa e abordagem centrada no paciente, o Dr. Maurício Murce Rocha atua há mais de 10 anos no diagnóstico, tratamento e seguimento do câncer de próstata no A.C. Camargo Cancer Center, centro de referência nacional e internacional em oncologia.
A terapia focal faz parte de um arsenal terapêutico cuidadosamente selecionado, indicado apenas quando há real benefício oncológico e funcional para o paciente, após investigação completa com exames modernos de imagem e biópsia direcionada.
“Busco utilizar a tecnologia para tratar com precisão, mas é a avaliação individual de cada paciente que orienta minhas decisões. Nem todo câncer exige o mesmo tratamento e preservar qualidade de vida é parte essencial do cuidado.”
Dr. Maurício Murce Rocha


A terapia focal é um tratamento minimamente invasivo que atua apenas sobre a área do tumor, preservando o restante da próstata e reduzindo os efeitos colaterais associados aos tratamentos radicais.
Essa abordagem se baseia no conceito de que, em muitos casos, o câncer de próstata apresenta um foco dominante (lesão índice) responsável pelo comportamento da doença. Ao tratar especificamente essa área, é possível alcançar bom controle oncológico com menor impacto funcional.
Ela se posiciona como uma alternativa intermediária entre a vigilância ativa e os tratamentos radicais, como a prostatectomia ou a radioterapia.
A terapia focal não é indicada para todos os pacientes. O sucesso do tratamento depende fundamentalmente de uma seleção criteriosa, que inclui:
Por isso, a terapia focal deve sempre ser indicada por um especialista em câncer de próstata, após investigação detalhada e discussão individualizada
Agende uma avaliação para saber se a terapia focal é indicada para o seu caso
Antes de indicar terapia focal, é indispensável uma investigação completa:
Esse processo reduz riscos e aumenta a segurança oncológica do tratamento.
Utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade concentradas em pontos específicos da próstata, provocando destruição térmica do tecido tumoral, com boa preservação funcional e rápida recuperação.
Congela o tecido tumoral de forma controlada, sendo uma opção eficaz para lesões focais e recidivas pós-radioterapia.
Técnica não térmica que preserva estruturas nobres, com bons resultados em lesões próximas aos feixes neurovasculares.
Converse sobre as diferentes tecnologias e suas indicações
Mesmo após o tratamento, o seguimento é fundamental e novos exames serão necessários:
A terapia focal não encerra o cuidado, ela exige acompanhamento estruturado.
A terapia focal é um tratamento que destrói apenas a área do tumor na próstata, preservando o restante do órgão. O objetivo é tratar o câncer com menor impacto na continência urinária e na função sexual.
Sim. A terapia focal foi desenvolvida justamente para tratar apenas a área da próstata onde o tumor está localizado, preservando o restante do órgão. Essa abordagem é indicada apenas quando o câncer apresenta características específicas e bem definidas nos exames.
Não. A terapia focal é indicada apenas para casos selecionados, quando o tumor está bem localizado e apresenta características específicas. Muitos pacientes não são candidatos a essa abordagem.
Em casos bem selecionados, a terapia focal pode controlar o tumor tratado. No entanto, ela exige acompanhamento rigoroso, pois outras áreas da próstata podem desenvolver doença ao longo do tempo.
A cirurgia remove toda a próstata, enquanto a terapia focal trata apenas a área do tumor. A escolha depende das características da doença e do perfil do paciente.
As principais técnicas incluem o HIFU (ultrassom focalizado de alta intensidade), a crioterapia e a eletroporação irreversível, cada uma com indicações específicas.
Em muitos casos, sim. Por tratar apenas parte da próstata, a terapia focal costuma ter menor impacto funcional quando comparada aos tratamentos radicais, mas isso não é garantido em todos os pacientes.
Não. A terapia focal não é considerada experimental quando indicada de forma adequada. Ela é uma estratégia reconhecida para casos selecionados de câncer de próstata, com evidências científicas crescentes. Ainda assim, exige seleção criteriosa do paciente e acompanhamento rigoroso após o tratamento.
Em alguns casos, sim. A possibilidade depende da resposta ao tratamento inicial, da localização do tumor e do acompanhamento com exames de imagem e biópsias.
Sim. O acompanhamento é fundamental e inclui PSA, ressonância magnética e, em alguns casos, novas biópsias para monitorar a próstata ao longo do tempo.
Não necessariamente. A terapia focal é uma alternativa em casos selecionados, mas cirurgia e radioterapia continuam sendo as principais opções para muitos pacientes.
A indicação deve ser feita por urologista com experiência em câncer de próstata, após avaliação detalhada com exames de imagem, biópsia e discussão individualizada.